terça-feira, 18 de julho de 2017

Todas as frentes de luta contra o capital e seus lacaios


Coletivo Espaço Marxista
julho de 2017

Conforme era esperado, Lula é condenado pelo juiz-inquisidor tucano Sergio Moro. Toda a narrativa "lavajatiana" foi construída rumo a isso desde o início, dentro de um projeto deliberado para destroçar o PT e suas lideranças, bem como os setores da burguesia brasileira alinhados ao nacional-desenvolvimentismo petista. As implicações geopolíticas são muito evidentes para que se possa acreditar na cantilena hipócrita do "combate à corrupção". O fato de políticos arqui-corruptos, de Aécio a Temer, passando por Jucá, escaparem incólumes da sanha "justiceira" dos procuradores de Curitiba, apesar de fartas provas (ao contrário de Lula, cuja condenação no caso do tríplex no Guarujá se deu na base do "disse-me-disse" e papeis sem assinatura), é exemplo evidente da seletividade da operação. Aécio é emblemático: apesar de gravações em áudio e tudo o mais (onde diz que mataria antes de ser delatado), foi afastado do mandato de senador por pouquíssimo tempo, tendo retornado inclusive a tempo de votar contra os trabalhadores, na aprovação da nefasta reforma trabalhista no Senado; já Delcídio do Amaral por muito menos sofreu execração pública e foi humilhantemente arrastado ao cárcere, em pleno exercício do mandato (o que contraria a Constituição, que só admite prisão nessas circunstâncias em caso de flagrante delito). A diferença é óbvia: Aécio é tucano, enquanto Delcídio era do PT. Apenas imbecilidade e má-fé podem justificar a crença na "imparcialidade" dos impolutos "combatentes da corrupção" da máquina judiciária-policial burguesa.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pequena nota sobre o poder da greve



Graco Babeuf
simpatizante do
Coletivo Espaço Marxista

A democracia burguesa é inimiga do desenvolvimento da consciência da luta de classes. O mundo da igualdade perante a lei legitima-se no discurso da igualdade de oportunidades ao mesmo tempo em que escamoteia a desigualdade de condições, levando a um certo conformismo com o status quo ante a possibilidade de ascensão social e identificação dos excluídos com os excluidores. As grandes transformações sociais ocorreram não pela convivência pacífica entre os diferentes socialmente, mas devido a uma situação de tensão extremada entre aqueles que possuem muito e os que possuem pouco. E para os que possuem muito, o maior perigo vem das camadas que não possuem nada a perder. Foram nos momentos iniciais da Revolução Industrial e do desenvolvimento do capitalismo no período fordista taylorista que o movimento sindical classista fortaleceu-se. Os trabalhadores, com quase direito nenhum, reivindicaram férias, descanso remunerado e aposentadora.

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